O governo brasileiro deu um passo concreto para fortalecer a regularização ambiental e fundiária na Amazônia. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) selecionou entidades para apoiar 7 mil famílias em ações de assistência técnica, diagnóstico ambiental e legalização de propriedades. A iniciativa integra políticas públicas voltadas à redução do desmatamento e à promoção do desenvolvimento sustentável na região.

As atividades incluem a elaboração de Cadastros Ambientais Rurais (CAR) e planos de recuperação de áreas degradadas, ferramentas essenciais para o cumprimento do Código Florestal. Segundo o MMA, o programa prioriza comunidades tradicionais e agricultores familiares, grupos historicamente afetados pela falta de acesso a direitos fundiários e recursos para práticas sustentáveis.

A medida ocorre em um contexto de pressão internacional e nacional pela proteção da Amazônia, onde o desmatamento ainda avança em áreas não regularizadas. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) reforçam a urgência: em 2023, a floresta perdeu mais de 9 mil km² de cobertura vegetal. A regularização fundiária é apontada por especialistas como um dos pilares para conter a grilagem e garantir o uso legal da terra.

O governo não detalhou quais entidades foram selecionadas nem os valores envolvidos, mas destacou que a ação faz parte de um pacote de medidas para acelerar a agenda ambiental. A expectativa é que o apoio técnico contribua para reduzir conflitos no campo e ampliar a adesão a modelos de produção de baixo carbono.