O cenário global de semicondutores entra em 2026 marcado por uma acirrada disputa entre gigantes como Nvidia, AMD, Broadcom e Intel pelo domínio dos chips de inteligência artificial. Enquanto essas corporações travam uma batalha tecnológica pelo mercado, a startup de direção autônoma Turing Inc. exemplifica a dinâmica do setor ao garantir o apoio da AMD Ventures e adotar aceleradores de IA da Advanced Micro Devices em seus sistemas, fortalecendo a posição da fabricante no nicho de veículos autônomos.

Em meio a essa corrida tecnológica, o mapa da produção mundial começa a se redesenhar com a entrada de novos players. O Vietnã marca sua primeira vez na infraestrutura para a fabricação de chips semicondutores, juntando-se ao seleto grupo de nações capazes de produzir esses componentes vitais. Esse movimento contrasta fortemente com a realidade latino-americana, onde o Brasil oficialmente abandonou o sonho de se tornar o primeiro fabricante de chips da região.

A aposta brasileira de produzir semicondutores na estatal Ceitec não se concretizou, impedindo que o país acompanhasse o ritmo de Taiwan, Coreia do Sul, China e Estados Unidos, que permanecem como as únicas nações com capacidade plena de fabricação. Enquanto o mercado global vê novas frentes de produção surgindo e parcerias estratégicas sendo firmadas para suprir a demanda por IA, o Brasil permanece fora dessa cadeia produtiva essencial para o futuro da tecnologia.