O mercado global de petróleo enfrenta forte pressão de oferta e preços, com impactos diretos no bolso e na logística do Brasil. Na Rússia, a área próxima da maior refinaria de petróleo do país, localizada no distrito industrial de Kirishi, foi danificada por um ataque ucraniano com drones — mais de 20 aeronaves foram abatidas na ação. Paralelamente, no Oriente Médio, o Irã reabriu o estreito de Hormuz a 'não hostis'. A medida deve trazer uma sensação de segurança ao mercado financeiro, afetando positivamente a confiança de investidores e consumidores, embora a instabilidade regional já tenha levado o Japão a liberar suas reservas de petróleo para 4 refinarias, com o objetivo de conter a alta de preços.
No ambiente doméstico, o choque de preços dos combustíveis já se reflete na cadeia produtiva. A Petrobras agendou para a sexta-feira (27) um leilão de oferta de gás liquefeito de petróleo (o gás de cozinha), estabelecendo um aumento mínimo de cerca de 30% sobre o preço normal. O reajuste expressivo sinaliza o repasse da valorização internacional para o mercado interno.
A alta do combustível também contamina o custo do transporte. Segundo previsão da associação do setor, o aumento recente no preço do diesel deve levar a um encarecimento do frete rodoviário no país, elevando as despesas logísticas num momento em que a cadeia já sofre com a volatilidade externa.
