A escalada do conflito no Oriente Médio já apresenta impactos diretos e mensuráveis no mercado de combustíveis brasileiro. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que o preço médio do litro do diesel subiu quase 20% desde o início da guerra no Irã. No mesmo período, o valor médio da gasolina registrou alta de 5,5%, refletindo a volatilidade das cotações internacionais do petróleo.
A pressão sobre os preços ocorre em um cenário de agravamento das hostilidades na região estratégica do Golfo Pérsico. O Irã intensificou seus ataques, atingindo refinarias de gás e petróleo em três países do Golfo. Essa ofensiva direta contra a infraestrutura de produção e processamento de hidrocarbonetos gera incertezas imediatas sobre a oferta global de derivados.
Além dos danos às instalações industriais, a situação geopolítica trouxe preocupações com o fechamento do Estreito de Ormuz, rota crítica para o escoamento de petróleo. A combinação entre a destruição de capacidade de refino e as ameaças às vias de transporte marítimo já pesa no bolso do brasileiro, encarecendo o abastecimento nacional à medida que a guerra se prolonga no Oriente Médio.
