O Ibovespa iniciou as negociações desta segunda-feira (18) em território negativo, destoando das bolsas internacionais, que operavam majoritariamente em alta. O principal fator de pressão sobre o índice foi o tombo das ações da Petrobras (PETR4), que recuavam mais de 1% acompanhando a queda nos preços do petróleo, que passaram para o terreno negativo.
Por volta das 10h16 (horário de Brasília), o índice operava em queda, enquanto no exterior os mercados reagiam de forma oposta. A volatilidade no petróleo foi acentuada após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltar a ameaçar o Irã, trazendo incerteza adicional à commodity.
Dólar cai, mas semana passada foi de alta expressiva
No câmbio, o dólar abriu em queda, cotado a R$ 5,04, após uma semana de forte valorização. Na sexta-feira (15), a moeda americana havia encerrado o dia com alta de 1,59%, a R$ 5,0664 — fechando acima de R$ 5,00 pela primeira vez no mês, com acumulado semanal de 3,5%. A correção desta manhã foi influenciada pelo ambiente político doméstico e pela divulgação do IBC-Br pelo Banco Central.
IBC-Br recua 0,7% em março
A prévia do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro medida pelo IBC-Br recuou 0,7% em março, dado que entrou no radar dos agentes econômicos logo na abertura do mercado. O indicador é monitorado de perto por influenciar as expectativas sobre os próximos passos da política monetária no Brasil.
Agenda da semana
Além do IBC-Br, os investidores acompanham nesta semana a divulgação do Relatório Focus e do IGP-10. No cenário externo, o Japão divulgou seu PIB, em meio ao monitoramento global sobre desaceleração econômica e juros elevados.
