O Ibovespa fechou em forte queda nesta terça-feira (19), recuando 1,52% e encerrando o pregão aos 174.278,86 pontos — uma perda de 2.696,96 pontos em uma única sessão, ampliando a sequência negativa do mês de maio.
O movimento foi pressionado por uma combinação de fatores externos e domésticos. No campo global, a alta dos juros americanos e as incertezas em torno do conflito no Oriente Médio alimentaram a aversão ao risco entre os investidores, que reduziram a exposição a ativos de maior volatilidade. Falas de autoridades de bancos centrais também estiveram no radar do mercado ao longo do dia.
No front doméstico, uma pesquisa eleitoral da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg trouxe turbulência adicional ao registrar aumento na rejeição do pré-candidato e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), intensificando as incertezas sobre o cenário político brasileiro.
Reflexo direto do estresse, o dólar avançou e voltou a superar a barreira dos R$ 5, encerrando o dia cotado a R$ 5,04 — movimento que reforça a pressão sobre ativos locais em momentos de maior apetite por segurança nos mercados internacionais.
