O principal índice da Bolsa brasileira, o Ibovespa, encerrou o pregão desta segunda-feira (15) em queda de 0,42%, aos 170.415,13 pontos, destoando do tom positivo observado em Wall Street. O desempenho negativo foi puxado fortemente pelo recuo das ações da Petrobras (PETR4) e da Prio (PRIO3), que acompanharam a queda dos preços do petróleo no mercado internacional. A petroleira estatal, que detém cerca de 12% de participação no índice, foi o principal fator de pressão para o resultado negativo do dia.

No mercado de câmbio, o dólar à vista ganhou força e terminou as negociações em alta de 0,09% a 0,10%, sendo negociado na faixa de R$ 5,06. A valorização da moeda americana ocorreu impulsionada pela queda nas cotações do petróleo, considerando que o Brasil é um país exportador da commodity. O movimento fez o dólar destacar-se do desempenho da moeda no exterior, refletindo a sensibilidade do mercado local às oscilações do preço da energia.

Enquanto o cenário externo de preços de petróleo influenciava negativamente as ações de empresas do setor energético no Brasil, a inflação permanecia no radar do mercado, contribuindo para a cautela dos investidores. A combinação entre o recuo das commodities e a atenção aos indicadores de preços resultou em um pregão de perdas para a bolsa brasileira, que não conseguiu sustentar a alta de mais de 1% observada na abertura dos trabalhos.