O Ibovespa registrou a quarta queda mensal consecutiva em junho, com recuo de 1,01% no período. Nesta terça-feira (30), o principal índice da bolsa brasileira caiu mais 0,68%, encerrando as negociações aos 172.024,12 pontos. O desempenho destoou do otimismo no exterior e refletiu fatores como a proximidade das eleições no Brasil, o impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã e o retorno do risco fiscal ao radar dos investidores.
A Petrobras (PETR4) esteve entre os principais pesos para a baixa do índice na sessão desta terça-feira. A queda dos papéis da estatal ocorreu em meio à saída de fluxo estrangeiro do mercado local, o que impediu o Ibovespa de acompanhar a trajetória positiva das bolsas americanas.
Nos Estados Unidos, Wall Street operou em terreno positivo, com o Dow Jones fechando em recorde e registrando seu melhor desempenho semestral em cinco anos, impulsionado pelos ganhos no setor de semicondutores. No mês, o Dow Jones subiu mais de 2%, enquanto o S&P 500 recuou 1% e o Nasdaq caiu mais de 3%, impactado pelo sell-off do setor de tecnologia.
Enquanto o mercado acionário brasileiro sofria pressão, as taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) de prazos curtos e intermediários fecharam a terça-feira em queda. O movimento foi provocado por dados que mostraram a abertura de vagas formais de trabalho no Brasil abaixo do esperado pelo mercado. Mesmo as taxas de longo prazo cederam, operando na contramão do avanço dos rendimentos dos Treasuries no exterior. Já o dólar à vista encerrou a sessão do dia 30 em queda, a R$ 5,16.
