A Índia, segundo o podcast Emerging da Bloomberg, está em um dilema tecnológico: pode alcançar a soberania em inteligência artificial sem controlar as camadas mais avançadas da tecnologia? O país possui um dos maiores pools de talentos e dados do mundo, mas carece de infraestrutura crítica, como chips e financiamento, para desenvolver modelos de IA de ponta.
Srikanth Velamakanni, co-fundador da Fractal Analytics — descrita como a primeira empresa indiana de IA focada em soluções puras — foi citado no episódio do podcast. Ele destacou que, embora a Índia tenha vantagens em escala e conhecimento, a falta de investimento em hardware e recursos financeiros limita sua capacidade de competir globalmente.
O professor Ganesh Ramakrishnan, da Indian Institute of Technology, reforçou que a soberania em IA exige não apenas talento, mas também controle sobre tecnologias-chave. A discussão gira em torno de se vale a pena priorizar o desenvolvimento de modelos locais, mesmo com as limitações atuais. A Fractal Analytics, por exemplo, já aplica IA em setores como saúde e finanças, mas enfrenta barreiras para escalar sem infraestrutura adequada.
A Bloomberg também mencionou que a Índia precisa equilibrar segurança, competitividade de longo prazo e a pressão por investimentos em IA. Enquanto países como EUA e China avançam rapidamente em infraestrutura e modelos proprietários, a Índia deve decidir se apostará em soluções autônomas ou dependerá de tecnologias estrangeiras.
