Os novos dados de inflação divulgados pelo IBGE tornaram-se o grande destaque do mercado nesta sexta-feira (10). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu apenas 0,16% em junho, uma alta muito menor do que a prevista pelos analistas. Essa surpresa baixista reforça os argumentos para um possível corte de juros, embora especialistas alertem que o dado isolado não é suficiente para concluir que os preços entraram em uma nova trajetória de queda definitiva.
Apesar da desaceleração no mês, o cenário acumulado mantém sinais de alerta. O IPCA fechou o primeiro semestre de 2026 com inflação de 3,36%, registrando a maior taxa para o período desde 2022. A surpresa positiva de junho não alterou imediatamente a percepção de que a inflação pode terminar o ano de 2026 acima do teto da meta, segundo indicam as projeções de mercado.
O impacto desses números foi imediato nos ativos financeiros. O dólar fechou em queda, cotado a R$ 5,1089, recuando 0,27%, enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou as negociações em alta expressiva de 2,73%, atingindo 177.452 pontos. O movimento foi impulsionado pelo alívio com a inflação doméstica menor que o esperado e pela estabilização dos preços do petróleo no exterior, mesmo amid tensões no Oriente Médio.
