A prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15, registrou alta de 0,41% em junho, apontando uma desaceleração em relação ao mês anterior. Segundo o IBGE, o resultado foi puxado principalmente pelos grupos de alimentação e energia elétrica, que continuam exercendo pressão sobre os preços.

Apesar da desaceleração geral dos alimentos no período, o cenário no carrinho de compras do brasileiro segue desafiador. Problemas climáticos mantiveram a forte pressão sobre as hortaliças. Itens como tomate, cenoura e batata acumulam alta superior a 100% no ano, pesando diretamente no orçamento doméstico.

Por outro lado, a desaceleração do índice geral em junho também contou com algumas ajudas no supermercado. Os preços do café e das frutas ficaram mais baratos no período, ajudando a equilibrar parcialmente o impacto dos vegetais.

Para o consumidor, o cenário mostra uma inflação que perde fôlego no agregado, mas com pontas específicos de forte aperto. A alta extrema de hortaliças e o peso da conta de luz exigem que as famílias reajustem o orçamento, enquanto o mercado aguarda os próximos passos da política monetária diante desse cenário de preços.