O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), inflação oficial do Brasil, subiu 0,16% em junho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma desaceleração em relação a maio, quando os preços haviam avançado 0,58%, e surpreendeu ao ficar abaixo das projeções do mercado, impulsionado principalmente pela queda nos valores dos alimentos.
No detalhamento do índice, o grupo de Alimentação e Bebidas registrou queda de 0,24%, contribuindo com o maior impacto negativo do mês (-0,05 ponto percentual). Em sentido contrário, o grupo Habitação foi o responsável pela maior variação positiva (0,63%) e pelo maior impacto na elevação do índice (0,10 ponto percentual), indicando que contas relacionadas à moradia continuam pressionando o bolso do consumidor.
Com a divulgação do dado de junho, a inflação acumulada em 2026 reached 3,36%. No recorte dos últimos 12 meses, o aumento geral dos preços foi de 4,64%, ligeiramente abaixo dos 4,72% registrados até maio. O cenário de desaceleração mensal e o resultado abaixo do esperado tornaram-se o grande destaque do dia para os investidores, que avaliam as perspectivas futuras para a economia.
A reação imediata dos mercados refletiu o otimismo com os números: o dólar abriu a sessão em queda, cotado a R$ 5,11, com recuo de 0,24% perto das 9h. Os investidores acompanham de perto esses indicadores, que são fundamentais para a avaliação do Banco Central sobre o cenário econômico, enquanto o ambiente externo segue influenciado pelas tensões no Oriente Médio e pelos preços do petróleo.
