O investidor estrangeiro realizou uma retirada líquida de R$ 22,7 bilhões da bolsa de valores brasileira ao longo de dois meses. O fluxo negativo de capital manteve-se ativo especificamente durante o mês de julho, intensificando a pressão sobre a entrada de recursos externos no mercado acionário doméstico.
Como consequência direta dessa sequência de vendas, o saldo positivo registrado pelo capital estrangeiro no acumulado do ano sofreu uma redução drástica. Os dados indicam que o montante de lucros ou entradas anteriores encolheu quase pela metade, refletindo a mudança recente no comportamento do investidor internacional frente aos ativos listados no Brasil.
A manutenção do fluxo negativo em julho destaca a continuidade da tendência de saída de recursos, que já vinha sendo observada no período bimestral analisado. Esse movimento ocorre em um contexto onde a liquidez global também enfrenta restrições, influenciada por fatores externos como o fechamento antecipado das bolsas nos Estados Unidos devido a feriados locais.
