O fluxo de capital externo na Bolsa de Valores brasileira sofreu uma reversão significativa, com investidores estrangeiros retirando R$ 8 bilhões do mercado acionário nacional. O movimento ocorre em meio às incertezas geradas pelo conflito no Irã e pelas pressões inflacionárias que têm impactado os mercados globais.

A saída de recursos representa uma virada expressiva no cenário recente. Foram justamente esses investidores estrangeiros que, em abril, haviam impulsionado a Bolsa ao patamar inédito de 198.657 pontos — um recorde histórico para o índice. O otimismo daquele período também havia contribuído para a valorização do real frente ao dólar, que chegou a ser negociado abaixo de R$ 5.

Agora, o ambiente externo adverso reverte parte desse movimento, pressionando o mercado doméstico e reacendendo o debate sobre a vulnerabilidade do Brasil a choques geopolíticos e à dinâmica da inflação global.