O Irã advertiu que responderá com força se Israel não cessar seus ataques no sul do Líbano, alertando que essas operações militares ameaçam um acordo em negociação entre Teerã e os Estados Unidos. Segundo a Al Jazeera e o The Guardian, autoridades iranianas afirmam que a continuidade dos bombardeios israelenses pode inviabilizar o memorando de entendimento que está sendo discutido entre as duas potências.

A situação é vista como um ponto crítico nas relações regionais, com o Irã vinculando diretamente a manutenção do acordo à retirada das forças israelenses do Líbano. A tensão também reflete nas relações entre Israel e os EUA, com reportagens indicando que as ações de Tel Aviv estão gerando atritos com Washington, especialmente em um momento em que negociações diplomáticas estão em curso.

Embora o acordo ainda não tenha sido formalizado, sua fragilidade é evidente: qualquer escalada militar por parte de Israel pode ser interpretada por Teerã como uma ruptura de confiança, levando a uma resposta que, segundo autoridades iranianas, será "harsh" — ou seja, severa e proporcional. Nenhum outro ator externo foi citado como mediador direto nesse processo.