Israel e Líbano concordaram em renovar seu frágil cessar-fogo e estabelecer uma série de zonas de segurança dentro do território libanês, das quais militantes do Hezbollah serão banidos. O acordo foi anunciado em uma declaração conjunta divulgada após uma rodada de negociações mediadas pelos Estados Unidos no Departamento de Estado em Washington.

Segundo o texto do acordo, a manutenção do cessar-fogo está condicionada à cessação completa dos disparos por parte do Hezbollah e à evacuação de todos os seus operantes das áreas localizadas ao sul do Rio Litani. A medida visa criar um buffer de segurança na fronteira entre os dois países, onde a tensão militar tem sido constante.

Enquanto o mecanismo exato de monitoramento dessas novas zonas de segurança não foi imediatamente detalhado nas declarações oficiais, a condição para a vigência do acordo permanece clara: a retirada das forças do Hezbollah para além da linha do Rio Litani e o fim das hostilidades. O Ministério da Saúde do Líbano reporta que, desde março, 3.516 pessoas foram mortas no país devido a ataques israelenses, contextualizando a urgência da renovação da trégua.