O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) identificou um "risco de uso da força militar" dos Estados Unidos no Brasil. A avaliação foi registrada em um documento enviado pelo ministro Mauro Vieira à Câmara dos Deputados, contextualizado pela recente classificação das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras pelos norte-americanos.

Ao fundamentar sua análise sobre o potencial emprego de força, o Itamaraty utilizou como referência histórica os casos da Venezuela, da Colômbia e de Cuba. Segundo as informações prestadas pela pasta, esses exemplos foram citados explicitamente para ilustrar a natureza do risco apontado diante da nova designação jurídica imposta pelos EUA às organizações criminosas brasileiras.

A comunicação oficial do ministro à Casa Legislativa estabelece um vínculo direto entre a mudança de status das facções para a categoria de terrorismo e a possibilidade de ações militares externas. O documento serve como registro formal da preocupação diplomática do governo brasileiro, baseando-se nos precedentes observados na região para projetar os cenários de risco atuais.