O Itaú Unibanco revisou suas projeções para 2026 e trouxe um cenário que pode pesar no bolso dos brasileiros: a Selic, taxa básica de juros, deve ficar mais alta do que o esperado anteriormente. A mudança reflete uma inflação também em alta e um crescimento econômico mais forte, segundo o banco. Mas o que isso significa na prática?

Para o consumidor, a alta da Selic encarece financiamentos e empréstimos, como os de imóveis e carros, além de aumentar o custo do rotativo do cartão de crédito. Quem tem dívidas atreladas ao juro básico, como cheque especial, também sentirá o impacto. Já para investidores, a renda fixa — como CDBs, LCIs e títulos públicos — tende a se tornar mais atraente, com retornos maiores.

O Itaú também elevou sua estimativa para o PIB (Produto Interno Bruto) em 2026, sinalizando uma economia mais aquecida. No entanto, a inflação projetada também subiu, o que pode corroer o poder de compra, especialmente de quem tem renda fixa ou salários que não acompanham a alta dos preços. A combinação de juros altos e inflação em alta é um desafio para o Banco Central, que precisa equilibrar o controle dos preços sem frear demais a atividade econômica.

As revisões do Itaú refletem um cenário global e doméstico mais complexo, com incertezas sobre políticas fiscais e monetárias. Para o leitor comum, a mensagem é clara: planejar gastos e investimentos com cautela, pois o custo do dinheiro e o preço dos produtos devem seguir pressionados.