O Itaú Unibanco atualizou suas projeções macroeconômicas para 2026, elevando as estimativas para a inflação, o Produto Interno Bruto (PIB) e a taxa básica de juros (Selic). A revisão indica um cenário de aperto monetário mais prolongado e de crescimento econômico ajustado para o final do período de projeção, impactando diretamente as expectativas de investidores e o planejamento financeiro de longo prazo.

Embora o banco não tenha detalhado explicitamente os cálculos internos que levaram a cada novo número, a elevação das projeções ocorre em um contexto onde eventos climáticos extremos e questões fiscais são apontados como fatores centrais de preocupação pelo mercado. Fenômenos como o El Niño, secas e enchentes passaram a integrar as análises de risco, com potencial para encarecer alimentos e energia, pressionando assim os índices de preços que compõem a inflação.

No campo fiscal, o ambiente de cautela é reforçado por declarações recentes do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que afirmou estar disposto a vetar propostas que transbordem os limites de gastos sem as devidas compensações. Essa postura reflete a sensibilidade do mercado a qualquer desequilíbrio nas contas públicas, que tende a manter os juros em patamares elevados por mais tempo, conforme sinalizado na nova projeção da Selic para 2026 apresentada pelo Itaú.