O cenário de pressão provocada pelos juros altos no Brasil tem impulsionado o avanço dos pedidos de recuperação extrajudicial. O movimento ganhou destaque em 2026 com o pedido formalizado pela Raízen, gigante do setor de açúcar e etanol, que apresenta dívidas na ordem de R$ 65,1 bilhões. O caso da empresa mexeu com o mercado, sinalizando a dificuldade de companhias em honrar compromissos financeiros sob a atual política monetária.

Apesar da repercussão do nome Raízen, fontes indicam que a situação está longe de ser um caso isolado no país. A recuperação extrajudicial surge como uma alternativa para que empresas renegociem seus passivos diretamente com credores, sem a necessidade imediata de intervenção do Poder Judiciário, buscando evitar a falência em um ambiente de custo de crédito elevado.

A tendência reflete o impacto direto da política de juros na saúde financeira do setor corporativo. Enquanto o mercado monitora a evolução das taxas e as projeções econômicas, o aumento no volume de empresas buscando essa via de reestruturação demonstra a urgência em ajustar balanços frente ao encarecimento do dinheiro no Brasil.