Kevin Warsh foi empossado nesta sexta-feira como o 17º presidente do Federal Reserve, assumindo o cargo em um momento de tensão para a economia americana e para o banco central. A cerimônia de posse ocorreu na Casa Branca, com a presença do presidente Donald Trump — tornando Warsh o primeiro chair do Fed a prestar juramento naquele local desde Alan Greenspan, em 1987.
A escolha do local não passou despercebida pelos mercados. Analistas apontam que a proximidade simbólica entre o banco central e o Executivo levanta questionamentos sobre a independência da instituição, historicamente considerada pilar de credibilidade monetária.
Em aparição conjunta com Warsh, Trump declarou tê-lo orientado a ser "totalmente independente" no exercício do cargo — acrescentando: "não olhe para mim". A afirmação, no entanto, gerou ceticismo entre especialistas, dado o histórico de pressão presidencial sobre o Fed.
Para Krishna Guha, vice-presidente da Evercore ISI e chefe de estratégia para bancos centrais, a grande questão agora é como Warsh conduzirá a política monetária diante desse ambiente politicamente carregado. Analistas alertam que os mercados podem estar subestimando as complexidades que o novo chair enfrentará à frente da instituição.
