Um novo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) quantificou o preço da ineficiência logística para o agronegócio brasileiro: US$ 14 bilhões. O documento destaca que as limitações na infraestrutura do setor geram custos crescentes que impactam diretamente a competitividade das commodities nacionais no mercado global.
Entre os principais problemas identificados está o déficit crescente de capacidade de armazenagem, que obriga produtores a escoar a produção imediatamente após a colheita, muitas vezes em condições desfavoráveis de preço e transporte. A análise aponta ainda para uma dependência excessiva do modal rodoviário, que encarece o frete e sobrecarrega as estratas, enquanto outras alternativas permanecem subutilizadas.
O estudo do USDA lista também entraves burocráticos e físicos que impedem a solução definitiva para o gargalo. Atrasos na emissão de licenças ambientais e operacionais, somados às dificuldades concretas para a expansão de portos, ferrovias e hidrovias, mantêm o setor preso a um ciclo de ineficiência. Sem a diversificação da matriz de transporte e o aumento da capacidade estática de guarda de grãos, o custo logístico continua a corroer a margem do produtor brasileiro.
