A Nike reportou receita de US$ 10,97 bilhões no 4º trimestre fiscal, superando as expectativas do mercado. Apesar do resultado positivo nas vendas globais, o desempenho da companhia foi prejudicado por fraquezas estruturais em mercados específicos, o que tirou o fôlego dos investidores.

As vendas na China recuaram 12% no período, enquanto o canal direto de comercialização registrou queda de 7%. Os números evidenciam a pressão sobre a fabricante de artigos esportivos em dois de seus pilares de crescimento mais importantes para o médio prazo.

Em comunicado aos mercados, executivos da Nike apresentaram um cenário cauteloso para o período seguinte e alertaram sobre a elevada ansiedade do consumidor. A perspectiva sombria se soma às preocupações dos investidores em relação à lentidão dolorosa do processo de recuperação da empresa.

A combinação da decepção com os dados chineses e o prognóstico reservado fez com que a paciência de Wall Street se desgastasse. Como reflexo imediato do descompasso entre o resultado financeiro e as projeções futuras, as ações da companhia operaram em queda no mercado.