Imagens de satélite recentes do estaleiro naval de Dalian, no nordeste da China, confirmam que a construção do quarto porta-aviões chinês avança em ritmo acelerado. As fotos, divulgadas por fontes ligadas à defesa, mostram o casco da embarcação em estágio avançado de montagem, reforçando a estratégia de Pequim de expandir sua capacidade de projeção marítima.
O investimento chinês em porta-aviões ocorre em um contexto em que outras potências, como França, Turquia, Índia e Japão, também mantêm ou ampliam suas frotas. Apesar do crescente papel de drones e submarinos stealth na guerra moderna, os porta-aviões seguem como símbolos de poder militar, combinando mobilidade e capacidade de ataque em águas distantes.
A Marinha do Exército de Libertação Popular já opera dois porta-aviões — o Liaoning (ex-soviético) e o Shandong (primeiro construído domesticamente) — e um terceiro, o Fujian, está em fase de testes. O quarto navio, ainda sem nome oficial, deverá incorporar tecnologias mais avançadas, como catapultas eletromagnéticas, segundo análises de especialistas.
A expansão da frota chinesa coincide com tensões regionais, incluindo disputas no Mar da China Meridional e a crescente militarização de ilhas artificiais. Enquanto isso, os EUA mantêm 11 superporta-aviões nucleares, e aliados como o Reino Unido e a Índia operam embarcações menores, mas igualmente estratégicas.
