Os mercados deram início a julho com um tom cauteloso, pressionados pela expectativa em torno dos próximos movimentos da política monetária americana. As ações operaram em queda enquanto os investidores aguardam comentários do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, em um momento em que os traders aumentam as apostas em elevações nas taxas de juros dos Estados Unidos.

O cenário de aperto monetário projetado para a economia americana impulsionou o dólar, que registrou alta no período. A moeda americana encontrou suporte na reavaliação das expectativas do mercado, que passa a precificar um ciclo mais prolongado ou agressivo de aumento dos juros.

A combinação de declínio no mercado de ações e valorização cambial reflete a aversão ao risco dos investidores diante da incerteza macroeconômica. O foco das praças financeiras permanece voltado para os sinais que possam emergir da autoridade monetária sobre o ritmo futuro das taxas básicas.

Enquanto o cenário macro se mantém tenso, o mercado de recomendações corporativas registra movimentos pontuais. O UBS elevou a recomendação para as ações da DLocal para compra, com base nas perspectivas de crescimento da empresa. Já o JPMorgan manteve sua avaliação para a Alcoa após a aquisição da South32.

Ainda no segmento de análises, o Roth/MKM elevou a recomendação para a Talos Energy após uma aquisição, e a Jefferies aumentou tanto a recomendação quanto o preço-alvo da Murphy USA, fixado em US$ 625. No mercado europeu, o fundo Geiger Counter realizou a recompra de 19.069 de suas próprias ações, pagando 63,95 pence por papel.