O mercado financeiro ajustou suas expectativas para a taxa básica de juros da economia brasileira. De acordo com dados divulgados pela Agência Brasil, a previsão para a Selic foi elevada para 13,75% ao ano. O movimento reflete um cenário de cautela dos investidores diante da persistência de indicadores de preços acima do tolerável.

A pressão sobre os juros vem acompanhada de uma revisão constante das projeções de inflação. Conforme reporta a Suno Research, o Boletim Focus aumentou pela 14ª semana consecutiva a mediana do IPCA para 2026, que saltou de 5,11% para 5,30%. Esse valor distancia-se significativamente do teto da meta perseguida pelo Banco Central, fixado em 4,50%.

Enquanto o mercado antecipa juros mais altos para conter a alta de preços, o governo avalia mudanças estruturais na medição da inflação. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu a revisão do cálculo oficial, argumentando que o modelo atual privilegia itens que perderam relevância no consumo das famílias, enquanto ignora produtos que ganharam importância, o que poderia estar distorcendo a percepção real da alta de preços no país.