É a décima semana consecutiva em que analistas e instituições financeiras que participam do boletim elevam a estimativa para o índice de preços ao consumidor.
Junto com a inflação, a expectativa para a taxa básica de juros também piorou. O mercado passou a projetar a Selic em 13,25% ao ano ao fim de 2026, ante 13,00% na semana anterior. Para o crescimento da economia, a estimativa do PIB permanece em 1,85% para o ano.
O governo federal também revisou suas próprias projeções. O Ministério da Fazenda divulgou o Boletim Macrofiscal elevando a estimativa oficial de inflação para 4,5% em 2026 — exatamente no limite do teto da meta —, enquanto manteve a projeção de crescimento do PIB em 2,3%, patamar mais otimista que o do mercado privado.
A divergência entre as projeções do governo e do setor financeiro reforça a preocupação dos analistas com o cenário fiscal e com a trajetória dos preços nos próximos meses.
