O mercado financeiro revisou para cima suas expectativas de inflação e, consequentemente, ajustou para baixo a previsão de queda da taxa básica de juros. De acordo com as últimas projeções, os analistas elevaram a estimativa para o IPCA de 2026 para 5,30%. Esse movimento reflete um cenário de preços mais pressionados do que o anteriormente antecipado pelos participantes do relatório Focus.
Diante da persistência de indicadores de preços elevados, a trajetória da Selic também foi reavaliada. Embora se mantenha a projeção de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros nesta semana, levando-a a 14,25% ao ano, o ritmo de alívio monetário deve ser mais lento. As novas estimativas indicam que a Selic encerrará 2026 em 13,75% ao ano, patamar superior ao que se cogitava antes da elevação das expectativas inflacionárias para 2026, 2027 e 2028.
Esses ajustes demonstram que a pressão inflacionária continua sendo o principal fator a ditar a política monetária no período. Com a elevação das projeções de inflação para os próximos anos, o consenso entre os analistas é de que os cortes na taxa Selic serão menores do que o planejado inicialmente, mantendo o custo do crédito em níveis elevados por mais tempo para garantir o controle dos preços na economia.
