O mercado financeiro brasileiro opera sob pressão nesta terça-feira (19), com o Ibovespa medido em dólar apresentando queda, em meio a dois vetores de incerteza que dominam o radar dos investidores: o cenário político interno e os sinais vindos de Washington.

No front doméstico, a atenção se volta para a pesquisa eleitoral divulgada pela AtlasIntel, que ganhou relevância adicional diante da repercussão dos áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master — episódio que o mercado já apelidou de "Flávio Day 2.0". A coleta de dados da pesquisa teve início em 13 de maio, exatamente a mesma data em que veio a público a reportagem sobre os áudios, o que torna os números um termômetro importante sobre como o eleitorado absorveu as revelações.

No plano externo, o humor do presidente norte-americano Donald Trump segue como variável de peso para os ativos globais, influenciando diretamente o apetite por risco e pressionando moedas e bolsas de mercados emergentes, incluindo o Brasil.

A combinação de ruído político local com volatilidade externa mantém os agentes financeiros em postura defensiva ao longo do pregão.