Novos dados apontam para uma retirada global dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos em março — o primeiro mês completo da guerra entre EUA e Israel contra o Irã —, intensificando as preocupações dos mercados sobre um possível agravamento da debandada.
Analistas avaliam uma combinação de fatores que pressionam os investidores: as decisões de política monetária sob o novo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh; a sustentabilidade da dívida americana em longo prazo; e as persistentes tensões no Oriente Médio.
O cenário inflacionário também pesa. Pressões crescentes sobre os preços impulsionaram os rendimentos dos Treasuries de forma acentuada, levando o yield do título de 30 anos ao seu nível mais alto. O movimento reforça o questionamento sobre o papel dos bônus americanos como porto seguro global em meio à instabilidade geopolítica.
