A OpenAI, criadora do ChatGPT, enfrenta um momento de pressão em suas alianças e no domínio do mercado corporativo. Pela primeira vez desde o início da corrida da inteligência artificial, mais empresas americanas estão pagando pelo Claude, da Anthropic, do que pelo ChatGPT. O dado vem do Ramp AI Index de maio de 2026, um levantamento da plataforma de gestão financeira Ramp com base nas transações de mais de 50 mil empresas nos Estados Unidos.
Além da perda de espaço para a rival, a parceria da OpenAI com a Apple, que tem dois anos, também não vai bem. Segundo pessoas familiarizadas com o assunto, a aliança se tornou tensa porque a startup de IA não está vendo os benefícios esperados com o acordo e agora se prepara para uma possível ação judicial contra a gigante da tecnologia.
A situação se complica ainda mais com o processo movido por Elon Musk contra a OpenAI. Em um depoimento na audiência que avalia o caso na última terça-feira (12), o CEO da OpenAI, Sam Altman, comentou os planos de Musk para tomar conta sozinho da empresa no formato lucrativo, classificando a ideia como pouco convencional. O caso coloca em risco o futuro da estrutura da criadora do ChatGPT.
Para piorar o cenário, a OpenAI também precisou lidar com falhas de segurança recentes. A empresa confirmou que hackers roubaram alguns dados após o último problema de segurança no código. No entanto, a startup esclareceu que os danos ficaram limitados aos dispositivos dos funcionários, não afetaram os dados dos usuários ou os sistemas de produção, e nenhuma propriedade intelectual foi roubada.
