O ouro estabilizou seu preço após registrar a primeira alta semanal desde maio, impulsionado principalmente pela redução das expectativas de que o Federal Reserve dos EUA eleve as taxas de juros. O movimento de consolidação ocorre em um cenário onde as apostas do mercado para aumentos mais agressivos na política monetária americana perderam força, retirando a pressão de venda sobre o ativo seguro.
A trajetória do metal precioso foi beneficiada simultaneamente pelo recuo do dólar, que tornou o ouro mais atraente para detentores de outras moedas. A correlação inversa entre a moeda americana e o commodity ficou evidente na sessão, com a desvalorização do greenback servindo como suporte para a cotação do ouro manter-se firme após o ganho acumulado na semana anterior.
Enquanto o foco permanece na dinâmica das taxas de juros americanas, o mercado de títulos observa atentamente os leilões de Treasuries de 10 e 30 anos, que testam a demanda dos investidores por vencimentos mais longos. Esse ambiente de reavaliação das perspectivas do Fed define o tom das negociações, com os traders ajustando suas posições diante da nova leitura sobre o futuro da política monetária nos Estados Unidos.
