O ouro estendeu seu movimento de correção, afastando-se de uma máxima de duas semanas, em um cenário onde os operadores reavaliam as perspectivas para as taxas de juros nos Estados Unidos. A decisão de venda do ativo ocorre mesmo diante da renovação de ataques contra embarcações no Estreito de Hormuz, evento que tradicionalmente elevaria a demanda por ativos de refúgio.
A dinâmica de mercado indica que a incerteza sobre o caminho das taxas americanas prevaleceu sobre o prêmio de risco geopolítico imediato. Em vez de reagir com alta aos conflitos no Oriente Médio, o metal precioso sofreu pressão vendedora, demonstrando que a trajetória dos juros do Federal Reserve tornou-se o fator determinante para a precificação atual do ativo.
Esse movimento destaca uma fase de ponderação por parte dos traders, que optaram por reduzir exposições no ouro apesar da escalada de tensões no fluxo marítimo global. A extensão do recuo confirma que, no momento, as expectativas macroeconômicas ligadas à política monetária dos EUA exercem influência superior aos desenvolvimentos pontuais de segurança internacional no Golfo Pérsico.
