O ouro opera em queda expressiva nesta quarta-feira, recuando abaixo dos US$ 4.500 e sendo negociado próximo a US$ 4.480 na sessão asiática — o menor patamar desde 30 de março. O movimento reflete o avanço das apostas por novos aumentos de juros em nível global, sustentadas por persistentes temores inflacionários que mantêm os rendimentos dos Treasuries americanos elevados.

No cenário macroeconômico, o Reino Unido registrou queda da inflação ao menor nível em mais de um ano, oferecendo algum alívio ao mercado britânico.

Nos Estados Unidos, a presidente do Federal Reserve de Filadélfia, Anna Paulson, reforçou a postura conservadora do banco central americano. Em declarações à Bloomberg na terça-feira, Paulson afirmou ser favorável à manutenção dos juros no patamar atual, condicionando eventuais cortes à obtenção de "progresso sustentado" no combate à inflação. A posição reforça o ambiente de juros altos por mais tempo, fator que pressiona diretamente ativos sem rendimento, como o ouro.