O ouro superou os títulos do Tesouro dos Estados Unidos como o principal ativo de reserva mantido pelos bancos centrais ao redor do mundo. A informação, divulgada pelo Banco Central Europeu (BCE), marca uma mudança significativa na composição das reservas globais após anos de aquisições constantes por parte das autoridades monetárias.
Essa inversão na preferência de ativos foi impulsionada por uma trajetória de alta histórica nos preços do metal precioso, que quase dobraram de valor nos últimos dois anos. O movimento reflete uma busca intensificada por segurança em um cenário econômico incerto, levando as instituições a priorizarem o metal em detrimento da dívida soberana americana.
A decisão dos bancos centrais de acumular ouro de forma incessante alterou a dinâmica tradicional do mercado de reservas. Enquanto os títulos do governo dos EUA historicamente dominavam esse espaço como o "porto seguro" padrão, a valorização expressiva do ouro e a estratégia contínua de compras redefiniram qual ativo ocupa o topo da lista de preferências dessas instituições.
