O Paraná deu um passo inédito no país ao lançar o primeiro biobanco público de células-tronco do Brasil. A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), com apoio do governo estadual. O projeto visa armazenar amostras de forma gratuita, garantindo acesso a pesquisadores e pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) para terapias celulares e estudos científicos.

O biobanco funcionará como um repositório de células-tronco mesenquimais, extraídas principalmente de tecidos como medula óssea e cordão umbilical. Essas células têm potencial terapêutico para tratar doenças como diabetes, lesões ósseas e doenças autoimunes. A estrutura será mantida com padrões internacionais de qualidade e biossegurança, assegurando a viabilidade das amostras para uso clínico e pesquisa.

Além de democratizar o acesso a terapias avançadas, o projeto pretende impulsionar a pesquisa científica no estado. "A criação do biobanco coloca o Paraná na vanguarda da medicina regenerativa", destacou o governo estadual. A expectativa é que a iniciativa atraia investimentos e colaborações com outras instituições, ampliando o desenvolvimento de tratamentos inovadores no país.

O biobanco público também representa um avanço na redução de desigualdades no acesso à saúde. Atualmente, bancos privados cobram valores elevados pelo armazenamento de células-tronco, limitando seu uso a uma parcela restrita da população. Com a nova estrutura, o SUS poderá oferecer terapias celulares de forma mais abrangente, seguindo protocolos regulamentados pela Anvisa.