Um novo estudo questiona uma das principais justificativas do governo Trump para suas deportações em massa: a promessa de que expulsar imigrantes geraria mais empregos e salários mais altos para trabalhadores nascidos nos Estados Unidos.
A pesquisa mina um pilar central da política de imigração do presidente, que há muito sustenta esse argumento para defender as operações em larga escala. Segundo os dados levantados, o efeito prático das deportações é o oposto do prometido — americanos nativos estariam perdendo postos de trabalho, não ganhando.
O resultado alimenta o debate sobre os reais impactos econômicos da política migratória trumpista, que combina retórica de proteção ao trabalhador americano com medidas de enforcement acelerado. Especialistas em economia do trabalho apontam que imigrantes frequentemente ocupam funções complementares, e não concorrentes, às dos trabalhadores locais — o que explicaria por que sua remoção pode, na prática, desorganizar cadeias produtivas e eliminar vagas correlatas.
Fonte: Folha Mercado, 2026.
