A Petrobras alterou sua estratégia comercial e comunicou à Agência Nacional do Petróleo (ANP) a oferta de volumes adicionais de diesel e gasolina às distribuidoras. A mudança ocorre por meio da disponibilização de cotas extras em contratos tradicionais, com previsão de entregas para o mês de abril.
A iniciativa representa uma flexibilização da política de abastecimento da estatal, motivada possivelmente por pressões do mercado e da cadeia de suprimentos. A decisão é relevante para o setor energético por impactar diretamente a disponibilidade de combustíveis, os preços ao consumidor final e a rentabilidade das distribuidoras.
A nova estratégia da companhia ocorre em um cenário de tensão política e regulatória em torno dos preços dos combustíveis. O pré-candidato presidencial Guilherme Boulos criticou publicamente o reajuste dos preços do diesel, classificando-o como "despropositado".
A crítica de Boulos reflete o debate entre o controle estatal de preços e o modelo de mercado, influenciando a narrativa sobre o custo de produção agrícola e a competitividade do agronegócio brasileiro. Paralelamente, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, pressiona governadores para definirem seu posicionamento sobre apoio ao diesel em um prazo de 48 horas, o que evidencia as tensões federativas e os impactos na inflação e nos custos de transporte.
