A curva de juros futuros no Brasil registrou alta generalizada nesta quarta-feira, com os vértices de médio prazo avançando mais de 10 pontos-base. O movimento acompanhou a valorização dos títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries) e a forte alta do petróleo, após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar o fim do cessar-fogo com o Irã. A tensão geopolítica elevou preocupações com a inflação global, pressionando os ativos de renda fixa.

Segundo analistas, o petróleo bruto subiu para patamares próximos às máximas de dois meses, reforçando expectativas de pressões inflacionárias. Nos EUA, investidores revisaram apostas sobre o ritmo de cortes de juros pelo Federal Reserve, o que impactou diretamente os Treasuries e, por consequência, os juros futuros locais.

Apesar da alta, o mercado manteve a aposta em um corte na taxa Selic em agosto, conforme indicado por projeções de instituições financeiras. A taxa DI para janeiro de 2025, por exemplo, operou em alta, refletindo a reprecificação dos ativos diante do cenário externo volátil.

A sessão também foi marcada pela queda do Ibovespa, influenciado pela mesma tensão geopolítica e pela pressão nas ações da Vale. O dólar, por sua vez, recuou para R$ 5,14, em movimento técnico após dias de alta.