O mercado financeiro brasileiro viveu uma sessão de contrastes nesta segunda-feira (15), puxada pela queda nos preços do petróleo. O movimento, motivado por notícias de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã que aliviou as tensões no Oriente Médio, impactou diretamente a Petrobras, cujas ações lideraram as quedas e arrastaram o Ibovespa para terreno negativo. Enquanto isso, o dólar fechou em leve alta, cotado a R$ 5,06, descolando-se do otimismo visto nas bolsas de Nova York, onde o Nasdaq disparou mais de 3%.

Em contrapartida ao recuo das petroleiras, o setor de aviação foi o grande beneficiário da nova conjuntura. As ações de companhias aéreas da América Latina registraram disparada de valor, reagindo imediatamente à perspectiva de redução nos custos dos combustíveis. A expectativa de um cenário geopolítico mais estável diminuiu o prêmio de risco embutido no preço do barril, oferecendo um fôlego imediato para as empresas do setor que operam na região.

No exterior, a lógica de alívio geopolítico também influenciou as projeções de política monetária. Segundo analistas da UBS, o fim do conflito no Oriente Médio reduz a pressão sobre o Federal Reserve (Fed) para elevar as taxas de juros. O estrategista da gestora suíça mantém a visão de que o próximo movimento do banco central americano deve ser de corte, embora projete que essa mudança só ocorra em 2027, refletindo um cenário de cautela mesmo com a diminuição das tensões globais.