Os preços do petróleo encerraram a sessão desta quinta-feira (21) em queda de 2,32%, com o Brent para julho cedendo terreno após o site Al Arabiya noticiar que Washington e Teerã chegaram a um acordo mediado pelo Paquistão para encerrar o conflito entre os dois países. A perspectiva de distensão diplomática aliviou parte da pressão sobre os mercados energéticos globais.

No entanto, o alívio pode ser passageiro. O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, alertou no mesmo dia que o mercado global de petróleo pode entrar em uma "zona vermelha" entre julho e agosto. O executivo apontou uma combinação perigosa de fatores: o pico sazonal de demanda durante o verão no Hemisfério Norte, a interrupção das exportações do Oriente Médio e a redução dos estoques globais.

Birol ainda revelou que mais de 14 milhões de barris por dia de oferta foram retirados do mercado na região, configurando o que classificou como a "maior crise energética da história".

O cenário segue volátil. Teerã endureceu sua posição sobre o urânio iraniano — uma das principais exigências americanas nas negociações —, mantendo a incerteza sobre a durabilidade de qualquer entendimento e pressionando o horizonte de preços para os próximos meses.