Os contratos futuros de petróleo cru encerraram a sessão desta segunda-feira a $76,05, marcando o menor fechamento desde 3 de março e acumulando uma queda de $4,70, ou 5,82%, em um único pregão. Os dados são do ForexLive.
O movimento coloca o ativo em território tecnicamente delicado. Segundo o ForexLive, o preço liquidado está agora a apenas $1,57 da média móvel de 200 dias — um indicador amplamente utilizado por gestores de risco e algoritmos para sinalizar reversões de tendência de longo prazo. O mercado não operou abaixo desse nível desde 17 de fevereiro, quando a própria média móvel ainda estava próxima de $62,10.
A proximidade com esse suporte é relevante por dois motivos. Primeiro, uma ruptura abaixo dele tende a acionar ordens de venda automatizadas e alterar a leitura de fundos quantitativos sobre a direção estrutural do ativo. Segundo, o recuo ocorre a partir de uma estrutura de preços que já havia devolido parte relevante dos ganhos acumulados entre o final de dezembro e o pico de março — trajetória cujo nível de 61,8% de retração de Fibonacci se encontra logo acima da zona de resistência imediata identificada pelo ForexLive entre $77,10 e $78,97.
Para que o quadro técnico se estabilize, o preço precisaria reconquistar essa faixa de resistência, o que exigiria reversão de ao menos 2,5% a partir do fechamento atual. Sem isso, a pressão sobre a média de 200 dias tende a persistir nas próximas sessões.
Para economias emergentes exportadoras de commodities — e para o orçamento de países importadores líquidos —, o recuo no petróleo representa um vetor deflacionário que pode aliviar pressões cambiais de curto prazo, embora o efeito sobre receitas fiscais atreladas a royalties e dividendos de estatais do setor caminhe na direção oposta.
*Fonte: ForexLive*
