Os dados, divulgados na terça-feira (18 de maio) pelo governo japonês, foram recebidos com otimismo inicial, mas analistas alertam que o desempenho positivo pode ser efêmero. O principal fator de risco identificado é o choque energético decorrente do conflito no Irã, que promete pressionar os custos de produção e o consumo doméstico nos próximos trimestres, comprometendo o ritmo de expansão da segunda maior economia da Ásia.

BOJ em compasso de espera

A deterioração do cenário externo também lança dúvidas sobre a trajetória da política monetária japonesa. Segundo analistas, o choque energético pode forçar o Banco do Japão (BOJ) a adiar os aumentos de juros planejados, na medida em que a desaceleração esperada reduziria a margem para normalização monetária.

Paralelamente, o câmbio segue no radar: o USD/JPY se aproxima da marca de 159, nível que historicamente acende alertas para possível intervenção por parte do Ministério das Finanças do país.