O Exército de Libertação Popular (PLA) da China anunciou que manteve vigilância constante sobre a fragata holandesa De Ruyter durante sua travessia pelo Estreito de Taiwan na última semana. Em comunicado divulgado nas redes sociais, o Comando do Teatro Leste do PLA afirmou que a embarcação foi acompanhada e monitorada ao longo de todo o percurso, sem detalhar eventuais medidas adicionais.

O episódio ocorre menos de duas semanas após um confronto no Mar da China Meridional, onde o mesmo navio holandês teria enfrentado interferência eletrônica chinesa. Segundo o PLA, um helicóptero embarcado na De Ruyter invadiu 'ilegalmente' o espaço aéreo sobre as ilhas Xisha (Paracels), reivindicadas pela China. As autoridades militares chinesas não especificaram a natureza da resposta naquele momento, mas reiteraram que o incidente reforça a necessidade de 'alto estado de alerta'.

A passagem de navios estrangeiros pelo Estreito de Taiwan — uma rota de águas internacionais, mas sensível para Pequim — tem se tornado frequente nos últimos anos. A China considera Taiwan uma província rebelde e vê com desconfiança operações militares ocidentais na região. O PLA não mencionou se houve novas ações de interferência durante a mais recente travessia da De Ruyter.

O caso reflete a crescente tensão em torno de operações de liberdade de navegação no Indo-Pacífico, onde potências ocidentais buscam contestar reivindicações territoriais chinesas. Analistas destacam que episódios como este podem escalar rapidamente, dada a falta de mecanismos claros de comunicação entre as partes envolvidas.