O Palácio do Planalto minimizou a recente ida do senador Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos, avaliando que a postura do pré-candidato à presidência reflete um cenário de desespero. Segundo a análise do governo, o movimento tem como objetivo principal tentar descolar a imagem do parlamentar da pauta das tarifas, em meio às articulações para o próximo pleito eleitoral.

A viagem também foi alvo de críticas por parte de ministros da atual gestão. O ministro Guilherme Boulos classificou o deslocamento do senador como uma "diplomacia clandestina". De acordo com Boulos, Flávio Bolsonaro participou de uma audiência no exterior com o intuito de defender interesses estritamente eleitorais, e não demandas oficiais de Estado ou diplomáticas reconhecidas pelo Executivo.

A divergência de interpretações sobre o propósito da viagem aos Estados Unidos evidencia o acirramento dos ânimos entre o governo federal e a oposição liderada pela família Bolsonaro. Enquanto o Planalto busca reduzir o impacto político da movimentação internacional do senador, membros do gabinete reforçam a narrativa de que as ações do grupo oposicionista focam exclusivamente em estratégias de campanha, mesmo quando realizadas em solo estrangeiro.