A caderneta de poupança registrou mais saques do que depósitos pelo 11º semestre consecutivo, acumulando uma perda líquida de R$ 39,356 bilhões no primeiro semestre de 2026. Os dados, divulgados pelo Banco Central (BC), confirmam a tendência de esvaziamento da aplicação, que viu os investidores retirarem recursos de forma consistente desde o início desse período de quedas.
Apesar do resultado negativo acumulado, houve uma desaceleração no ritmo das retiradas em junho. No mês, a poupança voltou a registrar saldo negativo após um mês de maio positivo, mas o volume de saques foi o menor registrado em quase 14 anos e meio. Esse movimento indica que, embora a aplicação continue perdendo atratividade frente a outros ativos, a intensidade das retiradas recentes atingiu patamares historicamente baixos.
O cenário reforça a necessidade de atenção do poupador quanto à rentabilidade real de seus recursos. Enquanto a poupança mantém regras de rendimento fixas baseadas na Taxa Referencial (TR) mais uma parcela da Selic, outros investimentos de renda fixa respondem de forma mais direta e imediata às variações da taxa básica de juros, oferecendo potenciais retornos diferentes em momentos de alta do custo do dinheiro no país.
