O presidente do Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes, Brian Mast, advertiu que permitir que empresas americanas de tecnologia busquem negócios na China pode transformar os Estados Unidos no grande "perdedor" geopolítico da corrida pela inteligência artificial.

A declaração foi feita durante debate em Washington e ocorreu logo após o retorno do presidente Donald Trump de Pequim, onde o tema da inteligência artificial esteve na pauta das discussões.

Mast traçou uma analogia direta com o setor de defesa para reforçar seu argumento. "Há uma razão pela qual não vendemos F-35s e F-22s da Lockheed à China — e também não vendemos à Rússia, ao Irã e à Coreia do Norte", afirmou o parlamentar, referindo-se aos caças de alta tecnologia americanos cujas exportações são estritamente controladas por questões de segurança nacional.

A lógica do congressista é clara: assim como armamentos avançados não são comercializados com adversários estratégicos, a tecnologia de inteligência artificial — considerada um ativo crítico para o poder nacional — não deveria ser transferida à China por motivações puramente comerciais.

O alerta reflete a tensão crescente em Washington entre o lobby tecnológico, favorável à expansão de mercados, e legisladores que enxergam a IA como um vetor central da competição estratégica entre as duas maiores potências do mundo.