Um processo envolvendo o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, tornou-se alvo de disputas políticas no Senado e passou a ser usado como artilharia contra a gestão anterior da autoridade monetária brasileira.
Segundo a Folha de S.Paulo, Campos Neto chefiava o Banco Central quando, em 2022, propôs à própria autarquia um acordo de R$ 50 mil para encerrar um processo administrativo. O caso tem origem no período em que o ex-chefe da instituição atuava no banco Santander, antes de assumir o comando do BC.
A revelação ganhou força no ambiente político e passou a alimentar críticas de senadores à condução da antiga diretoria do Banco Central. O episódio levanta questionamentos sobre potencial conflito de interesse na conduta de Campos Neto, que teria negociado diretamente com o órgão que ele mesmo presidia.
O caso reacende o debate sobre transparência e governança dentro do Banco Central, instituição que, nos últimos anos, foi frequentemente palco de embates entre o Executivo e a diretoria da autarquia em torno da política de juros e da autonomia institucional.
