Vladimir Putin desembarca em Pequim nesta semana para se encontrar com o presidente chinês Xi Jinping, numa visita que acontece logo após a passagem de Donald Trump pela China e que evidencia uma parceria cada vez mais desequilibrada entre Moscou e Pequim.

Os dois líderes devem celebrar a chamada parceria "sem limites" — expressão cunhada quando Putin e Xi se reuniram pouco antes do início da guerra na Ucrânia —, mas o contexto atual aprofunda a assimetria entre os países. A Rússia chega ao encontro em posição de maior dependência em relação à China nas áreas de comércio, tecnologia e finanças.

O quadro foi agravado pelo enfraquecimento do comércio bilateral ao longo de 2025, o que aumentou a vulnerabilidade russa diante do principal — e, em muitos setores, quase único — parceiro estratégico que Moscou mantém no cenário internacional após o isolamento imposto pelas sanções ocidentais decorrentes da invasão da Ucrânia.