O governo britânico anunciou o relaxamento de sanções ao petróleo russo, numa decisão controversa que visa prevenir escassez de diesel e combustível de aviação no país. A medida permite que o Reino Unido importe petróleo bruto russo refinado em países terceiros, como Índia e Turquia — uma brecha que contorna as restrições vigentes desde a invasão da Ucrânia.

O contexto que motivou a decisão é duplo: além da dependência britânica de importações de combustível — maior do que a de outros países europeus — a guerra no Irã passou a pressionar os estoques globais, elevando os preços dos derivados de petróleo.

A medida gerou imediata reação política no Reino Unido e consternação em Kiev. O governo ucraniano afirmou que há "comunicação muito ativa" entre seus diplomatas e o lado britânico para "esclarecer os detalhes" da decisão. Representantes ucranianos disseram se sentir "muito decepcionados" com o aliado.

O primeiro-ministro Keir Starmer defendeu publicamente as mudanças nas sanções ao petróleo russo, enquanto a União Europeia sinalizou que não planeja adotar medida semelhante, segundo fontes ouvidas pela imprensa internacional.